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Absurdo: emissora na Rússia dá passagem para que gays saiam do país

O canal de TV russo Tsargrad publicou um vídeo no Facebook, na última quinta-feira (29/6), oferecendo passagens grátis a homossexuais que queiram sair da Rússia e ir para os Estados Unidos.

O que poderia ser uma boa ação é logo compreendido como um ato de homofobia. O apresentador Andrei Afanasyev começa o vídeo explicando que a Califórnia é o estado mais liberal dos EUA e, por isso, é o local mais adequado para fazer “perversões”, em referência à homossexualidade.

Durante o vídeo, Andrei aparece na frente de um pôster com a imagem de um avião, um pônei cor de rosa e uma frase em russo que quer dizer “tenha uma boa viagem”, em tom de deboche com a comunidade gay.

O russo acrescenta que o canal de TV apoia a iniciativa de mandar homossexuais para fora do país, afirmando que estão dispostos a pagar a passagem para qualquer pessoa que tenha interesse e comprove, por meio de um atestado médico, que é “sodomita” ou tenha outra forma de “perversão”.

No fim do vídeo, o apresentador ainda comenta que a empresa televisiva “quer muito que você (homossexual) vá embora daqui para um local onde você possa cometer seus pecados abertamente”, segundo o site britânico de notícias, BBC News.

Apesar do canal ter insistido que esse vídeo não era uma brincadeira, pois era “o que Deus queria”, um sexólogo russo afirmou ao site Afisha Daily que seria muito difícil alguém conseguir o certificado médico, já que a homossexualidade não é considerada uma doença na Rússia.

LGBTs na Rússia

Nos últimos meses, a Rússia foi denunciada diversas vezes por ações contra a comunidade LGBT. A acusação mais grave indica existir prisões secretas na Chechênia, onde homens gays são detidos e sofrem agressões físicas e psicológicas.

Ao denunciar o crime na Chechênia, o jornal russo Novaia Gazeta afirmou que as autoridades chechenas orientavam as famílias dos homens detidos a matá-los, com a intenção de “lavar sua honra”.

O maior país do mundo foi, inclusive, condenado pelo tribunal europeu por estimular a homofobia ao criar lei que punia com multas e prisão qualquer pessoa que veiculassem “propagandas” LGBT a menores de idade.

Até o filme A Bela e a fera, que no Brasil tem censura 10 anos, sofreu com as políticas russas anti LGBTs, ganhando a classificação indicativa de 16 anos, em vista do personagem LeFou, que é homossexual.

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