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Alemanha inaugura 2º centro para refugiados LGBT

O segundo centro para refugiados LGBT na Alemanha será aberto nesta terça-feira (23) em Berlim e vai acolher mais de 120 pessoas, anunciou Marcel de Groot, que dirige uma associação de aconselhamento dirigida a homossexuais, a Schwulenberatung.

O local vai funcionar em um edifício de quatro andares no leste da capital alemã, onde 29 apartamentos vão receber 122 refugiados homossexuais e transexuais. Um centro semelhante foi inaugurado em 1º de fevereiro em Nuremberg, no Sul do país e foi o primeiro do gênero na Alemanha.

Muitos requerentes de asilo homossexuais vêm de países onde sua orientação sexual é considerada um crime, lembrou Groot, lamentando que mesmo na Alemanha eles continuem a ser vítimas de violência, verbal ou física, de ameaças e de discriminação por parte de outros refugiados e, por vezes, do pessoal de segurança.

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Groot insistiu na “necessidade” de criação do centro para que “as pessoas possam viver sem temer a violência ou a discriminação”.

“Alguns são ‘apenas’ insultados, outros são ameaçados. Há muitos exemplos. O medo é insuportável. Eu sei, eu vivi isso”, disse Mahmoud Hassino, um jornalista sírio e ativista gay que fugiu da Síria em 2014 e trabalha agora na Schwulenberatung.

De acordo com a Reuters, entre agosto de dezembro do ano passado, 95 casos de violência contra gays e transexuais foram registradas no país, principalmente em acomodações para refugiados e solicitantes de asilo. Registros oficiais sobre agressões contra LGBT não estão disponíveis.

A maioria dos registros envolve agressões físicas, violência sexual, insultos, ameaças e coerção.

De acordo com estimativas de associações civis, há cerca de 3.500 solicitantes de asilo e refugiados apenas em Berlim. A Alemanha recebeu mais de 1 milhão de refugiados no ano passado, na pior crise imigratória europeia desde a Segunda Guerra.

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