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Ativistas pedem que Azerbaijão libertem LGBTs presos no país

Grupos de ativistas apelaram ao Azerbaijão para que sejam libertadas dezenas de pessoas LGBT, que dizem ter sido vítimas de detenções em massa e de abusos naquele país. A ILGA, grupo internacional de defesa dos direitos da comunidade LGBT, afirmou que é difícil avaliar a escala da alegada repressão – relatando que esta se prolongou nas últimas duas semanas – mas referiu que este país do Cáucaso é bem conhecimento pelos maus-tratos contra as pessoas LGBT.

Os advogados de defesa de algumas destas pessoas detidas dizem que os seus clientes foram sujeitos a agressões, abusos verbais e exames médicos forçados, nota ainda a ILGA. Os relatos não foram verificados de forma independente. As autoridades azeris em Londres e em Baku não responderam ao pedido de comentários sobre o assunto.

As cabeças das mulheres transexuais foram rapadas de forma forçada, acrescentou ainda o grupo. Os ativistas locais afirmam que pelos 50 homossexuais e transexuais foram detidos durante rusgas policiais por toda a capital azeri, Baku, nas últimas duas semanas.

Os Defensores dos Direitos Civis, um grupo de direitos humanos sediado na Suécia, referiu que o número de detenções pode ascender às centenas, acrescentando que muitos foram libertados apenas depois de revelarem moradas de outros membros da comunidade LGBT.

A homossexualidade não é crime no Azerbaijão, mas este país foi listado como o pior na Europa para a comunidade LGBT em 2016, segundo um inquérito da ILGA. Estas alegadas detenções surgem pouco tempo depois da perseguição à comunidade LGBT na vizinha Tchetchénia, onde se crê que mais de 100 homens homossexuais tenham sido torturados.

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