3.0 // MANUAL3.1 // LGBT

Bolsonaro crítica questão do ENEM que tem dialeto gay

O presidente eleito Jair Bolsonaro criticou nesta segunda-feira (05), a questão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que faz referências ao Pajubá, dialeto utilizado por gays e travestis e serviu de exemplo de um dos enunciados da prova de Linguagens.

Em entrevista ao Brasil Urgente, da Band, o político detonou o fato do texto com gírias gays ser colocado na avaliação. “Uma questão de prova que entra na dialética, na linguagem secreta de travesti, não tem nada a ver, não mede conhecimento nenhum. A não ser obrigar para que no futuro a garotada se interesse mais por esse assunto. Temos que fazer com que o Enem cobre conhecimentos úteis”,disse ele ao apresentador José Luiz Datena.

Ainda na entrevista, Bolsonaro assegurou que não pretende acabar com o Exame, mas que o seu governo não vai “ficar divagando sobre questões menores”. “Ninguém quer acabar com o Enem, mas tem que cobrar ali o que realmente tem a ver com a história e cultura do Brasil, não com uma questão específica LGBT. Parece que há uma supervalorização de quem nasceu assim”, opinou.

Uma das questões abordadas na avaliação de Linguagens, trazia em seu enunciado o título: “Aquenda o Pajubá’: conheça o ‘dialeto secreto’ utilizado por gays e travestis”. Os candidatos então tiveram que responder o que caracterizava um dialeto, a partir desta exemplificação.

“Nhaí, amapô! Não faça a loka e pague meu acué, deixe de equê se não eu puxo teu picumã!”, foi um dos textos utilizados como exemplo. A questão explicou ainda que muitas das palavras utilizadas no pajubá são oriundas do yorubá, língua tipicamente africana.

saiba antes via instagram @revista.maisjr