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“Chemsex” ainda é preocupação frenquente, diz militante britânico

O militante britânico Davis Stuart fez um alerta sobre o vínculo entre a Aids e o chamado “chemsex”, prática vista como comum entre homossexuais onde há a união do sexo ao consumo de entorpecentes.

Stuart dirige um programa que auxilia adeptos a esta prática. Em declaração, ele explicou que o consumo de drogas como a metanfetamina ou a mefedrona causa desinibição das emoções sexuais.

Atualmente, relações sexuais sem proteção aliadas às noites de consumo de drogas são tidas como responsáveis pelo índice de 6.000 novos casos de infecção por HIV no Reino Unido anualmente, o que vem se repetindo desde o ano de 2009.

O alerta, entretanto, fica mais evidente quando se considera as “drogas da moda” atuais, tidas como mais problemáticas. “Um mililitro de GBL (gama-butirolactona) pode bastar para atingir o efeito desejado, mas 1,8 mililitro pode matar. Em Londres, um homem morre a cada 12 dias por tomar GBL”, explica Stuart.

Austríaco, Davis chegou à Londres em 1989. Descobriu que era soropositivo e por anos foi praticante do “chemsex”. Depois de ser preso em 2005, passou a se dedicar a uma associação de prevenção ao consumo de drogas na comunidade LGBT. E hoje, apesar das dificuldades, comemora a queda de 42% nos casos de infecções por HIV nos últimos seis meses.

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