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Com 800 mil pessoas nas ruas, parada LGBT do Rio de Janeiro teve contornos de luta política

A vigésima segunda edição da parada LGBT do Rio de Janeiro, que aconteceu no último domingo (19), levou para as ruas, mais precisamente na orla da Praia de Copacabana, cerca de 800 mil pessoas segundo os organizadores do evento. Diferentemente dos outros anos, o evento correu o risco de não acontecer – devido ao não apoio da prefeitura da cidade – e ganhou contornos de luta política.

Artistas como Daniela Mercury, Pabllo Vittar, Preta Gil, Valesca Popozuda, dentre outras, subiram em trios elétricos e agitaram o público, que desde 12:40 já se concentrava no local à espera.

“A parada gay nasceu para curar a homofobia e o preconceito da sociedade. Se você é gay, derrube todas as paredes, quebre o armário e viva sua felicidade e sua liberdade! Ser gay é um direito! Somos livres e iguais”, disse Daniela Mercury poucas horas antes do evento.

O prefeito da cidade maravilhosa, Marcelo Crivella, enfrentou protestos dos presentes devido à falta de apoio. Cartazes com os dizeres “Fora Crivella” e “Bem na sua cara Crivella” foram vistos.

A prefeitura por sua vez contestou a informação de que a Parada não teve apoio. Segundo eles, o município conseguiu acelerar a liberação de mais de R$ 1 milhão da Lei Rouanet e cerca R$ 500 mil foram investidos da administração municipal para bloquear a Avenida Atlântica.

Na foto abaixo, IZA, Preta Gil, Lexa, Pabllo Vittar e Aretuza Lovi durante o evento.