2.6 // POP & MÚSICA

Em horário nobre, Fernanda Gentil faz desabafo sobre romance gay

A apresentadora de esportes da Globo, Fernanda Gentil foi uma das convidadas do quadro Ding Dong, do Domingão do Faustão, deste domingo, 9. Seu nome foi parar entre os assuntos mais comentados da web, após a declaração dela sobre seu relacionamento com a jornalista Priscila Montandon. As duas assumiram o namoro no ano passado.

“Eu nunca tive que tomar uma decisão de viver ou não viver como eu achava correto. Isso desde cedo meus pais me ensinaram muito. A gente se apaixona e se encanta sempre por caráter, não por carcaça. A minha base era muito clara, muito forte. Então eu não me preocupei muito com que o país ia pensar no que iam falar. Graças a Deus eu não tenho tempo pra ler todos os comentários. Se acreditar em tudo de bom ou em tudo de ruim que falam da gente é muito perigoso, a gente tem que saber o que a gente é. Eu e Matheus tivemos coragem de reconhecer cedo que o casamento não estava dando certo e que era melhor a gente viver separado. E eu tive coragem de reconhecer que – também foi novidade pra mim – eu me encantei por uma mulher e lutar por isso. Eu só devia satisfação aos meus pais e ao meu irmão, eu consegui fazer isso e a partir daí o que viesse a gente estava junto pra passar pela onda”, disse.

Fernanda também agradeceu ao apoio que tem recebido desde então nas redes sociais. “Eu costumo dizer que aquele dia 29 de setembro quando a notícia [do namoro com Priscila] explodiu foi um dia muito especial pra mim. Ao mesmo tempo em que eu não vivi, porque meu celular não parou, todo mundo descobriu, eu também tive um carinho imenso de muita gente. E pelo pouco que eu acompanhei das redes sociais foi que óbvio que teve críticas, mas para cada crítica outros dez já se encarregavam de calar aqui ali. E não é por mim, eu nem gosto de levantar essa bandeira, mas eu fico preocupada com a pessoa que está lá no interior vivendo isso. O que eu falei sobre isso foi para acalmar essas pessoas. Então a mensagem positiva desse dia foi que eu sinto sim que há uma esperança. Infelizmente a gente não vai viver toda essa mudança, mas a gente tem que fazer nosso papel para que nossos filhos possam começar a ver, pros nossos netos começarem a vivenciar isso”, disse.

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