3.1 // LGBT

Grupo LGBT de SP tem desafiado a homofobia no esporte

No país em que “bicha” e “viado” ainda são palavras usadas como xingamentos nos estádios de futebol, um grupo esportivo de LGBTs em São Paulo tem mostrado que o afeto é a melhor forma de combater a homofobia.

Há três anos, o Unicorns Brazil se formou com amigos gays que se reuniam para jogar bola. “Faltava um espaço onde eu me sentisse bem e não precisasse esconder quem eu era dentro de campo”, conta o advogado Filipe Marquezin, cofundador do Unicorns. - REVISTA MAISJRDesafiar a homofobia não era um objetivo claro, mas se tornou natural. “Heterossexuais são bem-vindos, mas esse é o nosso espaço. Estamos em um momento de mudança e, enquanto não pudermos ser quem somos em todos os lugares, é hora de marcar território”, diz o diretor de arte Bruno Host, cofundador do Unicorns.

Hoje, o Unicorns Brazil reúne cerca de 150 pessoas para praticar futebol, corrida e treino funcional no Parque do Ibirabuera. Homens gays são a maioria da equipe, mas outras pessoas LGBTs e heterossexuais também são bem-vindas. “Batemos muito na tecla de incluir a comunidade no meio LGBT”, diz Marquezin.

O Unicorns só não recebe homens heterossexuais para jogar futebol. “Nossa experiência foi muito ruim. Eles se sentiam ameaçados por sermos um grupo gay, era um clima de competitividade”, explica Marquezin. Mas o grupo recebe apoio de vários times de futebol heterossexuais.

 

Foto: Reprodução

Fonte: Exame

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