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Ídolos gays brilham na música pop

Segundo a professora da Universidade de Brasília, Valdenízia Bento Peixoto, coordenadora do grupo Sexuss (sexualidade no serviço social), a representatividade é muito importante. “Antigamente, jovens e adultos gays não tinham referencial. Não existia um modelo diferente de sexualidade, alguém que representasse a pluralidade de gênero e sexualidade” diz. A professora acredita que o mundo está abrindo os olhos para o tema, mas o conservadorismo cresce em resposta a isso. “É fundamental que a arte tenha esse papel na militância pela representatividade gay”, conclui.

A opinião de quem é fã e esteve nos shows também é a mesma. Douglas Borges, estudante de biblioteconomia na UnB, esteve no Rock in Rio. “Eu acredito que na sociedade em que vivemos as minorias não querem mais se esconder, elas demandam uma mudança de pensamento social, e ter artistas assumidamente gays, é não só um resultado disso, como também um passo importante para que isso ocorra”, defende. O brasiliense acompanhou os shows no Rio e voltou mais confiante. “O meio artístico sempre foi um formador de opiniões. É incrível que os jovens gays de hoje tenham figuras públicas para se inspirar, se identificar e para olhar para eles e pensar “se o Adam Lambert pode se abertamente gay e ser feliz, aceito e bem sucedido, eu também posso. É uma forma de empoderamento”, acrescenta.

Não são só os estrangeiros que fazem parte dessa luta pela visibilidade. Aqui no Brasil, nomes tem surgido no contexto cultural e abordam de forma clara a sexualidade, seja nas composições, clipes ou shows.

Thiago Pethit

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O paulista de 31 anos tem dois discos lançados e faz o estilo subversivo. Em suas letras e clipes, a sexualidade é apresentada de forma livre. Nus, femininos e masculinos, cenas de sexo e a profunda relação do ser humano com o corpo. “A sexualidade é importante como elemento de linguagem. Ela é como sua cor, seu peso. Está intrinsecamente ligado a quem você é”, diz.

Apesar de ser assumidamente gay, Thiago trabalha a liberdade com relações gays e heterossexuais. No clipe de Moon, música do primeiro CD, o protagonista experiência relações sexuais com outros homens. “Eu gosto de trabalhar esse tema como uma forma de liberdade. O que o clipe tenta dizer é que ser gay, ali, pode ser libertador”, explica.

No quesito representatividade, Thiago concorda. “É importante que as minorias apareçam, que elas tenham rostos, nomes. Sejam figuras de destaque”.

Filipe Catto

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Caso não conheça pelo nome, com certeza reconhecerá pela voz. O gaúcho, radicado em São Paulo, de 28 anos, é responsável pela música Saga, trilha sonora da novela Cordel encantado; por Adoração, do remake de Saramandaia; e ainda  por Flor da idade, que estevem em Joia rara. Todas essas novelas da Rede Globo.

O cantor, sai um pouco do pop e faz sucesso na MPB, sendo chamado, a contra gosto, de “o novo Ney Matogrosso”. Com dois discos de estúdio e um CD e DVD ao vivo, Filipe Catto faz sucesso sobre os palcos pelo Brasil. Em seu último lançamento, no álbum Tomada, o artista tem parcerias com Moska, Marina Lima e Caetano Veloso.

Johnny Hooker

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Em plena ascensão na carreira, o novo sucesso do pop/MPB brasileiro vem com androginia e muita atitude. Recentemente em Brasília, Johnny Hooker é além de cantor e compositor, ator e roteirista. Foi vencedor do Prêmio da Música Brasileira como Melhor Cantor na categoria Canção Popular e também está presente nas trilhas sonoras de novelas da Globo. Volta, no filme Tatuagem;Amor Marginal, trilha da novela Babilônia; e Alma Sebosa na novela Geração Brasil, na qual Johnny interpretou o personagem Thales Salgado.

Seu primeiro disco solo, Eu Vou Fazer Uma Macumba pra Te Amarrar, Maldito!foi número 1 no chart MPB do iTunes Brasil e alcançou primeiro lugar na plataforma de streaming Deezer.

Fonte: Correio Braziliense

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