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Jogadora de vôlei trans rebate críticas sobre sua presença na Superliga: “sabia que não seria fácil”

A jogadora Tiffany é um dos destaques do time feminino de Bauru para essa temporada da Superliga de vôlei. Trans, ela vem recebendo críticas sobre sua presença. Os incomodados reclamam que ela está em vantagem pela sua estrutura masculina, mesmo com a presença de hormônios.

Em entrevista ao Estadão, ela rebateu os comentários negativos e diz que não se sente ofendida.

“Como ser humano eu me sinto atingida, pois não estou fazendo nada fora de lei. Como profissional, eu sabia que não seria fácil ser aceita. Me consideram como um marco na história do esporte, eu tenho me considerar e me ver como uma pessoa que está indo atrás de sua felicidade, sem desrespeitar ou diminuir ninguém”, disse.

Tiffany, em compensação, contou que vem recebendo bastante apoio das colegas e de amantes do esporte.

“Tenho recebido várias manifestações de carinho da torcida e dos amantes do voleibol em geral. As pessoas que são livres de preconceitos me apoiam de verdade e vejo que a solidariedade deles é real”.

Sobre os comentários de que ela está em vantagem, a jogadora acredita que são palavras de que não tem conhecimento sobre o assunto.

“Eu não vejo os comitês de outras ligas ou os profissionais de outros países tentando contestar as leis sem pesquisas e sem estudos. Não estamos levando em consideração as leis e as entidades que regem o esporte com essa movimentação. Estão buscando tornar legítimas suas opiniões e com isso me invalidar como jogadora”.

“Até que eles apresentem esses estudos ou até que o COI reverta a lei, eu seguirei jogando e fazendo o que me deixa feliz. As pessoas deveriam tentar fazer o mesmo”, completou.

O COI (Comitê Olímpico Internacional) permite a presença de atletas trans em times femininos desde que elas estejam em tratamento hormonal por no mínimo 12 meses antes de integrar as equipes.

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