3.1 // LGBT

Mineirão é iluminado com cores do movimento LGBT no Dia do Orgulho

Como uma forma de demonstrar apoio ao Dia do Orgulho LGBT (sigla para lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros), o estádio Mineirão apresentou nessa quarta feira (28) uma importante ação, muito pouco vista no meio futebolístico. Ele foi iluminado com as cores características da bandeira LBGT, que representa diversidade e igualdade: roxo, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho.

Outros monumentos da cidade, como o auditório Juscelino Kubitschek, na Cidade Administrativa, e o Espaço do Conhecimento da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), na Praça da Liberdade, também foram iluminados para chamar a atenção para a causa de um público que ainda sofre muito com a violência e intolerância.

Fato inédito no cenário brasileiro, o estádio rompeu uma barreira que impedia a liberdade de expressão no meio de clubes de futebol, torcedores e dirigentes. Para a gerente de Relações Institucionais do Mineirão, Ludmila Ximenes, essa ação marca o pioneirismo do principal palco do futebol mineiro em abrir espaço para uma discussão tão importante, porém ainda retraída no futebol.

“O Mineirão tem uma relevância histórica por ser um monumento da cidade e principal casa do futebol mineiro. Quando fomos procurados pela Secretaria de Direitos Humanos entendemos a visibilidade que o estádio traria para uma ação tão respeitável e que precisa ser discutida”, disse.

Ainda tratado como um ambiente hostil para homossexuais, o estádio deu um passo para que o torcedor, independente da sua escolha sexual, sinta-se à vontade enquanto assiste uma partida de futebol. O secretário de estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Nilmário Miranda, destacou a participação do Gigante da Pampulha na ação.

“Trata-se de um ato simbólico de grande importância, pois estádios de futebol têm sido palco de frequentes de episódios de LGBTfobia. Com esse gesto, o Mineirão demonstra que rejeita a LGBTfobia, o preconceito e qualquer outra discriminação contra o ser humano. Esse é o caminho para a construção de uma sociedade na qual as pessoas são livres e iguais em direitos”, ressaltou.

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