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Museu da Diversidade Sexual apresenta 2ª Mostra Diversa sobre questões de gênero e sexualidade

Museu da Diversidade Sexual apresenta 2ª Mostra Diversa sobre questões de gênero e sexualidade, com 17 artistas delineando o cenário LGBT

 

O fotógrafo carioca Pedro Stephan participa com o projeto “Baixa Tecnologia”, usa câmera de celular muito antiga, cria imagens improváveis: distorcidas e borradas

 

O Museu da Diversidade Sexual abre no dia 13 de junho, às 17h00, a Mostra Diversa 2017, coletiva com trabalhos de 17 artistas que dialogam com questões como diversidade, sexualidade e gênero. Com entrada gratuita, a exposição ficará em cartaz até o dia 30 de setembro e desta vez, comemora os cinco anos de fundação do Museu.

 

O objetivo é abrir espaço para artistas, cujas propostas e experiências estão relacionadas à diversidade sexual, além de traçar um panorama da produção artística sobre o tema. “Na contramão da publicidade que promete o nirvana por meio da alta tecnologia, ainda se pode fazer arte com um dispositivo totalmente obsoleto. E assim entrar em sintonia com o espírito mágico das performances improvisadas lésbico/gay/bissexual/transgênero, revelando o estado de êxtase, de provocação, irreverência e do choque que essas atuações causam”, relata Stephan sobre o ensaio na cena alternativa de São Paulo e Rio de Janeiro.

Em pauta no projeto “Baixa Tecnologia”: artistas em pocket shows, meio ensaiadas, meio improvisadas; pessoas que se “montam” e já vêm com um personagem de casa, atuando na pista de dança e nos espaços das baladas durante a noite toda. “Nesse jogo de fantasias, pessoas se transformam em duendes, a androginia e o transformismo brincam com a variação/indefinição dos gêneros, o burlesco e o bizarro dividem espaço e se exprimem, sem pudor nem censura”, conta o fotógrafo.

 

Fazem parte dessa segunda edição da Mostra Diversa, que acontece a cada dois anos, o questionamento do binarismo de gênero, a discriminação e violência sofrida pela população LGBT, a transexualidade, a montação e o questionamento dos padrões excludentes da sexualidade. De setenta projetos inscritos 17 foram selecionados.

 

A coletiva celebra a diversidade, dando espaço a diferentes técnicas: fotografia, colagem, desenho, aquarela e pintura. Entre os projetos está também “Adágio” de Rafael Roncato: um ensaio com Laerte Coutinho, que se torna personagem de sua própria obra, misturando-se às tintas, compondo e mascarando sua verdadeira face.

 

SERVIÇO: 2ª Mostra Diversa no Museu da Diversidade Sexual

Abertura: 13 de junho, terça-feira, das 17h00 às 20h00

Endereço: Estação República do Metrô – Piso Mezanino, loja 518

Entrada Sugerida: Rua do Arouche, 24, República – São Paulo

 

Em cartaz até 30 de setembro

Funcionamento: de terça a domingo, das 10h00 às 20h00

Entrada gratuita

 

Sobre Pedro Stephan

 

Carioca radicado em São Paulo, fotógrafo e jornalista da imprensa especializada gay no Brasil e no exterior. Seus ensaios foram publicados em revistas internacionais e todos os websites e revistas gays brasileiros. Defendeu sua tese de mestrado sobre a violência homofóbica no Rio de Janeiro, na ECO da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) em 1998, lecionou no MBA em “Linguagem Fotográfica” na Universidade Candido Mendes e chegou a cursar Doutorado em Letras na UFF (Universidade Federal Fluminense) – que pretende retomar.

 

Realizou mostras individuais em várias capitais brasileiras, na Espanha, na Itália e em Portugal. É considerado pela crítica especializada e no meio acadêmico, pioneiro na abordagem da homossexualidade na foto brasileira na era pós-aids. Vem dedicando seu portifólio exclusivamente a essa temática e sua obra é considerada referência nacional.

 

Sobre o Museu da Diversidade

Criado em 25 de maio de 2012, o Museu da Diversidade Sexual é o terceiro do mundo e primeiro da América Latina relacionado à temática. Sua a missão é preservar o patrimônio sócio, político e cultural da comunidade LGBT brasileira por meio da pesquisa, salvaguarda e comunicação de referências materiais e imateriais, com vistas à valorização e visibilidade da diversidade sexual, contribuindo para a educação e promoção da cidadania plena e de uma cultura em direitos humanos. Até janeiro de 2017, o equipamento da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo já tinha recebido mais de 200 mil visitantes.

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