2.6 // POP & MÚSICA3.1 // LGBT

Não somos todos iguais. E isso é ótimo

Itu esta preparado para o turismo LGBT? …

 

Numa cidade Estância Turística, como Itu, poucos conhecem ou dão importância a um dos mais fortes nichos do mercado turístico: a comunidade LGBT, que caminha para comemorar 50 anos de conquista de espaços junto à sociedade. As vitórias foram muitas, mas ainda vemos o preconceito em vários momentos constrangedores. A comemoração será grande, na av. Paulista, em São Paulo, no próximo domingo, dia 18, onde acontece a 21ª Parada do Orgulho Gay, uma das maiores do mundo.

O turismo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) é um dos segmentos de mercado que mais cresce no mundo e um nicho atrativo para destinos turísticos. Reconhecendo a importância deste segmento é necessário, no entanto, um projeto para alinhar ações estratégicas voltadas para o atendimento a esses viajantes.

Por isso, a importância do comércio e dos prestadores de serviços locais se informarem melhor sobre como conquistar esse público. Assim, é muito importante que o “trade” turístico receptivo de Itu se abra para informações, por exemplo, sobre legalidade, conceitos básicos e dicas de como atender bem, com foco na qualificação dos profissionais da rede hoteleira e de restaurantes, dos museus, lojas, locadoras de automóveis, postos de combustíveis, Rodoviária, funcionários públicos e agências operadoras de turismo que devem prestar mais atenção nesse nicho de possíveis turistas.

A Agência “Out Now”, especializada em consultoria sobre turismo LGBT, registrou que, no ano passado, 2016, os turistas gays movimentaram $26,4 bilhões de dólares no Brasil. E, uma grande maioria adora viajar e conhecer lugares onde sejam bem recebidos. O país é o segundo onde esse público gasta mais dinheiro em todo o mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.
No Brasil, essa comunidade representa 6,5% da população ou mais de 13 milhões de pessoas. O valor global gasto pelos gays e lésbicas nesse período foi de $211 bilhões, com crescimento anual.

Ainda segundo esse levantamento do setor, um turista gay gasta 40% a mais do que o turista comum e consome mais bens de luxo e se hospeda em hotéis mais qualificados, porém não consegue encontrar informações públicas detalhadas e atualizadas sobre as opções “friendly” nos destinos por onde passa.

Para percebermos a realidade e fragilidade do turismo receptivo nacional basta uma comparação com o “Circuit Festival”, um dos maiores eventos LGBT da Europa, realizado em Barcelona, no ano passado. As duas semanas da festa registraram a presença de 18 milhões de turistas estrangeiros. O número de todos os turistas estrangeiros que visitou o Brasilem 2016, registrado pela Embratur, foi de um pouco mais de 6 milhões de pessoas.

Cartilha

Segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), os turistas LGBT representam 10% dos viajantes do mundo e movimentam 15% do faturamento do setor. Com o intuito de melhorar o atendimento a esses viajantes, o Ministério do Turismo do Brasil (Mtur) lançou a publicação “Dicas para atender bem turistas LGBT”.

Na publicação, que está disponível nos formatos impresso e online, é possível encontrar conceitos como identidade de gênero, sexo biológico e orientação sexual.

Na Cartilha, os estabelecimentos são orientados a tratar os clientes pelo nome social, oferecer promoções para casais e datas especiais, além de recomendar usar sempre o termo “orientação sexual”. Para ver a publicação acesse:http://www.turismo.gov.br/images/pdf/CartilihaLGBT145x105cm_WEB.PDF 

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