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O artista dos políticos, Romero Britto, está ‘triste’

Conhecido pelas cores alegres, brasileiro viu suas obras serem apreendidas pela Polícia Federal

Artista. Romero Britto descarta voltar a morar no Brasil . Foto: Sergey Bermeniev

 

É tanto tempo vivendo fora do País que o artista plástico Romero Britto tem sotaque até por escrito. “Nunca imaginava (sic) que os retratos que eu presenteei fossem um dia ser motivo de tristeza para mim. Eu nunca quis criar obras tristes. Sempre quis criar obras alegres”, escreveu, ao ser perguntado sobre um suposto arrependimento por ter pintado algum político – especialmente os quadros que estavam na casa do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, em Mangaratiba, apreendidos na Operação Calicute, um desdobramento da Lava Jato, em novembro de 2016.

A Polícia Federal apreendeu três obras, retratos do governador e de sua mulher, Adriana Ancelmo (sorridentes com um coraçãozinho pintado no rosto) e um clássico abstrato e multicolorido do artista. A perícia apontou que, juntos, os quadros valem quase R$ 150 mil. Perto do que o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro já diz ter recuperado de propinas pagas ao ex-governador, cerca de R$ 270 milhões, os “Brittos” na parede de Cabral têm um valor quase simbólico.

Fonte: Estadão

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