3.1 // LGBT

Parada LGBT da Ilha do Mel é cancelada; Polícia é acusada de impedir embarque para o local

A 1ª Parada LGBT da Ilha do Mel, no litoral do Paraná, neste final de semana, foi marcada por confusão. Pessoas teriam sido coagidas a não embarcar para a ilha pela polícia neste sábado. Os casos teriam acontecido após o cancelamento do evento por causa de uma ordem judicial que interditou a Pousada Aninha, onde aconteceria a concentração.

Segundo organizadores da Parada LGBT, algumas pessoas chegaram a ser impedidas de embarcar nos barcos que fazem o transporte de Pontal do Paraná até a ilha.

Camila Campestrini, que trabalha no transporte de passageiros, conta que duas viaturas chegaram no trapiche por volta das 8h de sábado. Os policiais teriam dito que estavam no local para “garantir que ninguém do evento embarcasse”, pois havia uma ordem de um juiz.

A 1ª Parada LGBT da Ilha do Mel, foi cancelada após decisão é do juiz Guilherme Moraes Nieto, da 1º Vara Cível de Paranaguá. A pousada foi interditada após pedido do Ministério Público.

Segundo a decisão do juiz, o Município de Paranaguá, através da Secretaria Municipal de Fazenda, informou que a pousada não possui alvará de localização e funcionamento para o exercício de 2017, “tendo inclusive suspendido o cadastro econômico da referida empresa”.

Após o cancelamento, os participantes que estavam na ilha chegaram a marcar um protesto para este domingo (17). A passeata marítima, que começaria às 10h, seria uma manifestação contra o cancelamento e contra a homofobia. Porém, o ato foi cancelado.

Cerca de 30 pessoas se reuniram no trapiche pela manhã, mas desistiram de embarcar por medo de represálias. “Os policiais estão aqui e o pessoal achou melhor não embarcar. E manter a integridade física de todos”, conta Ana Cristina, que afirma que havia mais policiamento no local do que o de costume, como no sábado.

“Não precisava nada disso, eles parecem que estão lidando com bandidos. Eu me sinto assim”, lamenta.

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