2.0 // ENTRETENIMENTO3.0 // MANUAL

Patrícia Souza, musa trans da mangueira, fala sobre seu amor pelo Carnaval

Primeira mulher trans no posto de Musa da Mangueira, Patrícia Souza revelou ao G1, o quanto ama o carnaval. Nem mesmo, morando em Londres, a modelo não perde um ano da festa no Rio de Janeiro.

“Sempre desfilei. Já saí na Tuiuti, na Portela, mas minha paixão é a Mangueira, onde já desfilei umas oito vezes. É um sonho pra mim! Estou vivendo os melhores dias da minha vida”, contou.

O convite para representar a verde e rosa foi apresentada pelo diretor da escola Leandro Vieira. “Eu sou da rua, eu sou da periferia, do asfalto, do carnaval da avenida, do bloco da rua, tô do lado da gente ‘preta’, das mulheres, dos LGBTQI+ e de tudo aquilo que é de ‘contrastes’. A Estação Primeira de Mangueira fascina.Ela, que por se colocar como portadora da tradição, demorou quase 80 anos para aceitar que mulheres pudessem pertencer ao seu grupo de ritmistas, é a mesma que dá voz e acolhe sua musa trans. Fico feliz que isso se dê comigo aqui. Gera o entendimento de que a escola tá viva e antenada.”, escreveu o carnavalesco nas redes sociais.

“Fui muito bem recebida e estou me sentindo honrada por ser a primeira musa trans da escola. Esse reconhecimento, por eu ser uma mulher transexual, mostra que as coisas podem ter um rumo diferente, onde todos nós somos iguais.”, disse ela concordando com o carnavalesco que deve vir fantasiada de Índia.

A Mangueira é a quinta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, 04 de março. A agremiação entra na avenida com o enredo: “História para ninar gente grande”, que fala sobre herois populares.

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