3.1 // LGBT3.2 // HOMOFOBIA

Pesquisa aponta SP intolerante à comunidade LGBT+

Lançada nesta terça-feira (22), a pesquisa “Viver em São Paulo: Diversidade”, realizada em parceria entre o Ibope e a Rede Nossa São Paulo, mostrou que mais da metade dos paulistanos já presenciou ou experimentou situações de preconceitos contra lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e outros gêneros em espaços públicos.

A diretora do Ibope Inteligência disse em entrevista para jornal um jornal de circulação nacional que, num patamar de quase metade da mostra, 51% já vivenciou ou presenciou algum tipo de preconceito nos espaços públicos da cidade.

Preconceito velado

O coordenador de projetos da Rede Nossa São Paulo, Américo Sampaio, explica que quanto mais distante do cotidiano do entrevistado, mais favorável ele foi quanto aos temas LGBTs. Quando questionados se são a favor ou contra ‘leis de incentivo à inclusão LGBT+ no mercado de trabalho, 54% responderam que sim.

Em relação a instalação de banheiros unissex sem demarcação de gênero, 52% foram contra a ideia. Já quando questionados em relação a pessoas do mesmo sexo demonstrarem afeto, como beijos e abraços, em locais públicos, 43% se disseram contrários.

Américo Sampaio, coordenador de projetos da Rede Nossa São Paulo, destacou na matéria do mesmo veículo, que ao mesmo tempo, além do preconceito oculto, a sociedade paulistana possui certa hipocrisia quando o assunto são pautas LGBTs.

Na pesquisa, os índices destacam a má atuação do governo municipal no combate à violência contra a comunidade. 46% responderam que a Prefeitura tem feito pouco, enquanto 28% afirmam que não tem feito nada. Apenas 2 em cada 10 paulistanos acreditam que a prefeitura tem feito alguma coisa a respeito.

Brasil

Segundo levantamento obtido pelo Globo, um LGBT é assassinado ou se suicida vítima da LGBTfobia a cada 19 horas, fazendo com que o país seja campeão mundial de crimes desse gênero. O Grupo Gay da Bahia (GGB) registrou um aumento de 30% nos homicídios LGBTs em 2017 em relção ao ano anterior, passando de 343 para 445.

Já neste ano, 153 pessoas LGBTi já foram mortas no Brasil vítimas de preconceito.

Foto: Reprodução

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