3.1 // LGBT

Prefeitura de Campo Grande quer revisão do projeto da Parada LGBT

Prefeito de Campo Grande Marcos Trad disse, durante agenda de hoje, que se o projeto da Parada LGBT fosse aprovado, poderia prejudicar o público por ter atribuído a responsabilidade e a organização ao Executivo. “Eles dão o comando do evento todo à prefeitura. E se o próximo prefeito não quiser fazer? O projeto precisa ser refeito”, disse ele, justificando um dos motivos de ter dado o veto.

O prefeito sugeriu que o público LGBT refaça o projeto utilizando como exemplo a Marcha para Jesus que já está no calendário da cidade. “A Marcha, por exemplo, nós que damos apoio institucional, Agetran, guarda civil municpal e banheiros públicos. Mas a responsabilidade é toda dos organizadores, da comunidade evangélica”, ratificou o prefeito.

Outra justificativa para o veto do projeto é que se a prefeitura tivesse aprovado, seria injusto para com os outros segmentos. “Não posso pegar o dinheiro público e bancar Marcha para Jesus se tem gente que é contra. O dinheiro é do povo, então não posso usar o dinheiro para bancar Parada Gay”, explicou novamente.

Outra preocupação é com a segurança e possíveis ocorrências durante eventos segmentados. “Imagina se acontece algum acidente nesses eventos, independente da natureza deles? A prefeitura que vai se responsabilizar? Nã quero isso. Não vou bancar evento de segmento. Não sou contra nenhum evento, mas não me peça para ser responsável e organizá-los”, defendeu.

O prefeito reforçou que não quer que a prefeitura tenha essa responsabilidade e aconselhou que a comunidade LGBT refaça o projeto. “Daremos todo apoio institucional contanto que a responsabilidade seja deles. Não tenho condições de coordenar, tenho que cuidar da cidade”, disse Marcos.

Preocupado com os comentários que podem surgir a partir do veto, o prefeito já adiantou que não tem preconceito com o público LGBT. “A primeira Subcoordenadoria de Políticas Públicas Municipais LGBT oficial instalada e decretada em Campo Grande foi na nossa gestão. Não tem preconceito nenhum e aqueles que querem ir por esse lado estão sendo maldosos”, salientou ele.

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