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Professor gay impõe direitos LGBT a Donald Trump

Um professor, considerado um dos melhores dos EUA, tirou uma foto viral com o Presidente norte-americano de leque na mão e pin LGBT na lapela

 

Em Abril, o professor de arte de educação especial, Nikos Giannopoulos, foi convidado a visitar a Casa Branca por ter sido considerado o Professor do Ano de 2017 de Rhode Island, juntamente com os melhores professores dos restantes estados, e tirou uma foto com Donald Trump na Sala Oval.

Na semana passada, o professor gay publicou a imagem, em que aparece de leque na mão, colar no pescoço e pin LGBT, ao lado de um Presidente sorridente, no Facebook com uma legenda descritiva: “O Professor do Ano 2017 de Rhode Island conhece o 45º Presidente dos Estados Unidos. É tudo.” Poucos dias depois a foto tornou-se viral, tendo sido partilhada milhares de vezes.

 Escreveu mais tarde que usou o pin para “demonstrar a sua gratidão à comunidade LGBTQ” e que levou o leque para “celebrar a alegria e a liberdade da não conformidade de género.”


O professor contou que Donald Trump elogiou o seu leque e que, depois de a fotógrafa lhe ter pedido para guardar o leque, pediu ao Presidente se poderia usá-lo. “Força!”, respondeu o multimilionário.  

Donald Trump não se opôs à decisão do Supremo Tribunal que legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas há figuras da administração – incluindo o vice-presidente Mike Pence -, que são conhecidos por se oporem aos direitos dos gays, lésbicas e transexuais.

Apesar da descontracção na foto, a visita dos professores não correu bem. “O homem sentado à secretária leu uns comentários de uma folha de papel, fez uns comentários sobre presidentes-executivos e que estados ele ‘adorava’ com base nos votos eleitorais que obteve”, escreveu Nikos Giannopoulos na rede social.

“Ele não se levantou quando entregou o prémio de Melhor Professor Nacional do Ano – Sydney Chafee de Massachusetts – que ela muito mereceu, nem a autorizou a falar.”

“Depois de uma foto, fomos empurrados para fora da Ala Oeste e de volta para as ruas de Washington.”

Mais tarde, o professor norte-americano escreveu que queria dizer a Trump que “as políticas anti-LGBTQ têm uma contagem de cadáveres.”

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