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Quais as opções de adoção por casais LGBT?

Ter filhos é o sonho de muitas pessoas, e os casais LGBT não são uma exceção. É o caso do ator Paulo Gustavo, que anunciou recentemente nas redes sociais que, junto com o seu marido, será pais de gêmeos. O método escolhido pelo ator para aumentar a família foi a barriga de aluguel. Você sabe quais são as opções para os casais LGBT terem filhos?

É importante lembrar que, antes de escolher o método para ter filhos, é fundamental procurar um médico para saber qual é o mais indicado e quais são as chances de uma gravidez se concretizar. O iGay conversou com especialista e pesquisou para montar esta lista com alternativas para os casais LGBT que querem ser pais.

  1. Fertilização in Vitro

De acordo com o médico Armando E. Hernandez, a fertilização in vitro é um processo em que a fertilização ocorre fora do corpo. O ovário e o esperma se juntam e formam o embrião, que depois é levado para o útero e ocasiona a gravidez. No caso de um casal de lésbicas, uma das mulheres – desde que cisgênero e fértil – pode levar o bebê em sua barriga. Se for um casal de homens cisgêneros, eles precisarão da ajuda de uma mulher como barriga de aluguel para concretizar a gravidez.

  1. Barriga de Aluguel

Armando explica que a barriga de aluguel é quando uma mulher gera o filho de outros pais. “Nós preparamos o útero artificialmente com vários hormônios em momentos muito precisos para que ele seja receptivo na transferência de embriões”, explica o médico. Ela é indicada para casais de homens cisgêneros que não podem gestar uma criança. Quando se trata de casal de lésbicas, o serviço de barriga de aluguel pode ser usado também, mas o médico diz que, em geral, elas utilizam a fertilização in vitro e uma delas assume a gestação.

  1. Inseminação artificial

Diferentemente da fertilização in vitro, a inseminação ocorre dentro do corpo, e consiste em injetar espermatozóides diretamente no útero da mulher e então fecundar o óvulo e gerar o feto.

  1. Adoção

A Constituição brasileira afirma que todos são iguais perante a lei, o que engloba também os direitos relacionados à adoção. De acordo com o advogado Mario Solimene Filho, no Brasil, todo aquele que pretende adotar uma criança deve passar por um processo de verificação dos requisitos e condições necessárias para tanto, para só então passar a fazer parte da lista do Cadastro Nacional de Adoção (CNA). “Entre esses requisitos não está a orientação sexual do adotante. Portanto, casais LGBT podem se candidatar à adoção em igualdade de condições com qualquer outro cidadão. O que importa é que os interesses da criança adotada estejam atendidos”, explica o advogado.

  1. Gravidez de homem trans

Os casais formados uma ou duas pessoas trans também tem algumas opções para serem pais. Além de adotar, por exemplo, o homem transgênero – aquela pessoa que nasceu mulher e fez a transição – pode engravidar. Recentemente, diversos casos de homens trans grávidos apareceram nos jornais nacionais e internacionais e o tema foi até abordado por Gloria Perez na novela “A Força do Querer”.

De acordo com a médica Ana Amorim, o fato de a pessoa não se identificar com o gênero de nascimento não a faz deixar de ter desejo de ter filhos. Se um homem transgênero quiser gerar uma criança, ele pode, já que o tratamento com os hormônios não o tornará infertil, mas ele precisa parar o tratamento e dar um tempo para o corpo voltar a agir como feminino. “O fato de a pessoa parar de tomar testosterona já faz com que os ovários voltem a produzir ovócitos e o útero volte a produzir o endométrio. Então, na maioria dos casos, logo a pessoa volta a ser fértil e pode engravidar”, explica a médica.

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