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Rainha de bateria lésbica, afirma que não é fácil ser LGBT no meio do samba

 - REVISTA MAISJR

Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press

Érika Salvador, a rainha de bateria da Gigante do Samba, escola que há 11 anos se sagra campeã do carnaval recifense. Ela afirma, não ser fácil ser LGBT no meio do samba.

Nascida e criada na Zona Norte do Recife, a promotora de eventos estreia na comissão de frente da Gigante do Samba neste carnaval e levanta a bandeira da diversidade. Após ter desfilado como passista durante 11 anos, venceu o concurso para rainha de bateria em dezembro de 2018.

Além das dificuldades para chegar lá, a nova rainha, que é casada com uma mulher, ainda encarou mais essa questão. “Às vezes as pessoas falam, cochicham. Eu fico sabendo porque conheço muita gente daqui. Mas o que importa é que minha mãe me aceita e que estou bem resolvida e feliz”, declara.

“Eu estava sentindo que ia dar certo, que este era meu ano. Minha mãe chorou na hora do resultado. Só tenho a agradecer à minha família por todo apoio nessa trajetória. Eu não tinha coragem para desfilar no começo, por conta da nudez, mas fui ganhando confiança”, conta.

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