3.1 // LGBT

Readequação de gênero no ambiente corporativo: como as empresas devem se preparar para isso?

A diversidade é o tema mais discutido nos últimos anos. No entanto, pouco se fala sobre as questões relativas a readequação de gênero no ambiente corporativo. De acordo com Mariana Lucena Scheddin, diretora de Desenvolvimento de Negócios Comerciais da Human Search, grandes grupos e multinacionais já estão focados na diversidade, desenvolvendo ações de inclusão e visando melhora da performance política da empresa.

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“A partir dessas ações, o funcionário que pretende ou está em processo de readequação de gênero, notará um ambiente confortável, cuja liberdade de expressão é respeitada, com tratamento igual para cada gênero”, explica Mariana.

Mas, afinal, como o profissional deve fazer essa readequação de gênero? Segundo a Maira Reis, jornalista e consultora em assuntos relacionados à diversidade, o processo de readequação de gênero é variável. “Há empresas com culturas mais inclusivas que ajudarão os colaboradores, da mesma forma que outras empresas não ajudarão as pessoas com nada e nem querem saber do que se trata. Por outro lado, teremos empresas que não saberão o que está acontecendo com as pessoas, mas se colocarão à disposição para as ajudarem”, conta Maira.

Feita a readequação de gênero, seja a partir da cirurgia de transgenitalização ou somente a alteração nos documentos de identificação, o network precisa ser comunicado de maneira natural, uma vez que a empresa já reconhece as competências do indivíduo.

Contudo, como essa informação vai ser recebida pela organização e quais serão os impactos dela? “Palestras, rodas de conversas, eventos especiais sobre a comunidade LGBT, exibições de filmes e até comunicados internos (murais, online ou na intranet, se tiverem) sobre o universo”, ressalta Mariana Lucena Scheddin, da Human Search.

Apesar dessas ações de inclusão, vale lembrar que o preconceito, desrespeito ao nome social e desconhecimento são algumas das situações enfrentadas no ambiente de trabalho. “Trabalhar em prol da diversidade não é só uma questão de cidadania, mas sim uma questão econômica e de se manter inovador a longo prazo”, conclui Maira.

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