2.6 // POP & MÚSICA3.1 // LGBT

Sindjorce participará da Parada LGBT do Ceará

 

De acordo com o secretário-geral do Sindjorce, Rafael Mesquita, que participa do processo de organização da Parada, a atividade reafirma a luta por uma política de igualdade e de inclusão de todos e todas. Neste ano, o tema é “18 anos construindo resistências e lutas. Por Democracia e contra o LGBTcídio. A Parada é nas ruas”.

O Sindjorce marcará presença no trio elétrico do movimento sindical cearense, que será coordenado pela Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce).

Comissão de Jornalistas LGBT

A participação no evento do orgulho LGBT do Estado faz parte do processo de articulação para a instalação da Comissão de Jornalistas LGBT do Ceará. “A direção do Sindicato está organizando a criação de uma comissão de jornalistas para discutir questões relativas aos profissionais LGBTs. As conquistas dos trabalhadores brasileiros estão sob ameaça, grupos com direitos ainda por conquistar correm riscos diretamente, por isso, a necessidade de que seja criada a Comissão, para que possamos lutar de forma mais direcionada pelos trabalhadores LGBTs, assim como reforçar a luta contra a violência e a discriminação, que ainda atinge os locais de trabalho”, reforça o secretário-geral.

Número alarmantes

A luta contra o preconceito e por igualdade de oportunidades está na ordem do dia, tendo em vista que o Brasil amarga o preço da intolerância e lidera ranking de violência contra homossexuais no mundo. De acordo com o levantamento do Grupo Gay da Bahia, entidade que coleta e divulga, anualmente, os homicídios de homossexuais e pessoas trans, o país registra uma morte de LGBT a cada 25 horas. Em 2016, 343 homossexuais foram mortos no País. Um ano em que os registros e a violência bateram recordes.

No Ceará, os casos de violência homofóbica também tiveram destaque. Neste ano, a morte da travesti Dandara dos Santos, de 42 anos, em Fortaleza, ganhou repercussão internacional após o compartilhamento do vídeo no Facebook que mostra ela sendo agredida brutalmente por um grupo de homens. No mesmo período, foram registrados os assassinatos de mais duas trans, Ketlin (Juazeiro do Norte) e Herica (Fortaleza), também motivados por violência transfóbicas.

Ainda conforme os dados Grupo Gay da Bahia, o Ceará é o segundo Estado do Nordeste e o sexto do país que mais assassinou LGBTs, no ano passado. Foram 15 homicídios em 2016, número maior que em 2015, quando foram registradas 11 mortes.


Serviço

XVIII Parada pela Diversidade Sexual do Ceará
Tema: “18 anos construindo resistências e lutas. Por Democracia e contra o LGBTcídio. A Parada é nas ruas”

Data: 25 de junho de 2017, domingo, a partir das 14h
Local: Concentração Av. Beira Mar (em frente à barraca do Joca). Saída da concentração às 15h, em direção ao Aterro da Praia de Iracema.

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