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Startups criam ações a favor da inclusão LGBTQ+

No Brasil, mais de 60% dos colaboradores LGBTQ+ escondem sua sexualidade ou identidade de gênero das empresas, segundo pesquisa do Center For Talent Innovation. Esse é apenas um dos obstáculos enfrentados pela comunidade. O Dia Internacional do Orgulho LGBT (28) traz à tona importância de falar sobre diversidade no ambiente de trabalho. Startups como o Méliuz, que devolve aos clientes parte do valor gasto em compras, e GetNinjas, maior plataforma de contratação de serviços do Brasil, criaram ações de conscientização para diminuir o preconceito e dar voz às minorias em espaços de poder.

Além de ter implantado, há um ano, um comitê que discute semanalmente a questão, o Méliuz traz o tema para suas reuniões gerais sempre que um caso de discriminação vem à tona em âmbito nacional, para organizar ações que tragam visibilidade ao assunto. A empresa de cashback também disponibiliza o Canal Aberto, rede pela qual os colaboradores podem denunciar anonimamente qualquer tipo de preconceito que tenham presenciado ou sofrido.

No Dia Internacional contra a Homofobia, comemorado no dia 18 de maio, os colaboradores LGBT+ do Méliuz fizeram um vídeo contando sobre suas experiências. “Acredito que a melhor maneira de realizar um trabalho de inclusão é com respeito. É necessário avaliar as competências do candidato/colaborador, sem levar em consideração os estereótipos e premissas preconceituosas de que LGBT+ são pouco capazes, ou se adequam a atividades específicas.”, apontou Paulo Roscoe, Assistente de Marketing do Méliuz, que participou da ação. A empresa tem um código de conduta que visa o alinhamento de todo o time no respeito à diversidade.

No GetNinjas, o comitê de diversidade Gente Ninja, que brinca com o nome da empresa para representar o foco humano de suas ações, realiza um encontro com os funcionários da empresa bimestralmente para trazer informações e debater sobre diferentes temas. O projeto criado há um ano, já abordou temas como Gênero e Orientação Sexual, Padrão Estético e Machismo. No encontro realizado sobre o tema LGBT+ o comitê trouxe dois convidados trans para contar de seus lugares de fala a realidade que vivem no processo de transição e aceitação no mercado de trabalho. “O objetivo ao fomentar o debate, fazer dinâmicas, exibir vídeos explicativos e, até mesmo, trazer convidados para fazer circular o conhecimento é para que os funcionários voltem para casa cada vez mais abertos às reflexões”, explica Eduardo L’Hotellier, CEO do GetNinjas.

A empresa também realizou o Censo Ninja, uma pesquisa entre os mais de 100 funcionários que apresentou um mapeamento da diversidade existente na empresa, no que se diz respeito às regiões, raças, idades, crenças, graus de escolaridade, orientações sexuais, classes sociais e gêneros. Cerca de 18% se declarou bissexual ou homossexual.

Apesar de estar longe do ideal, o mercado de trabalho caminha para um cultura empresarial mais inclusiva. Segundo Douglas Souza, CEO da consultoria Eureca, a principal forma de evitar que os colaboradores temam ser julgados pela orientação sexual é empregar a pluralidade desde o processo seletivo.

Foto: Reprodução

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