2.6 // POP & MÚSICA

Terceira temporada de “Narcos” terá traficante gay

Sem a presença de Pabllo Escobar (Wagner Moura), a terceira temporada da série Narcos tinha tudo para cair na mesmice e ficar chata. Mas, a Netflix peparou uma uma série de episódios com temas polêmicos e que prendem a atenção de quem está assistindo (tanto que eu vi os dez episódios em um único dia). Um dos temas mais importantes da temporada é a homossexualidade do traficante Pacho Herrera, interpretado por Alberto Ammann. Herrera é um dos quatro líderes do Cartel de Cali, na Colômbia. O cartel é, de fato, o grande objeto dos episódios.

Se Escobar e o Cartel de Medellín ganhavam as manchetes por suas ações violentas, os chefões de Cali preferiam a discrição, mas quando precisavam tocar o terror faziam isso com maestria. Pacho, inclusive promove assassinatos com muita crueldade ao longo dos episódios. Um deles, por exemplo, é preciso ter estômago forte para assistir.

A sexualidade do líder do Cartel de Cali será revelada logo no final do primeiro episódio. A cena acontece em um bar onde Pacho dança “coladinho” e aos beijos com outro homem uma salsa bem caliente.

No livro “La patrona de Pablo Escobar” do jornalista José Guarnizo, que inspirou essa temporada da série, Pacho é descrito como um amante caliente e que flertava com muitos homens. Nos episódios fica muito claro que a sexualidade do traficante é um detalhe importante na trama, mas não faz o esteriótipo de gay do bem. Ele era extremamente violento. Ou seja, nem só de unicórnios é feito o vale.

O personagem da vida real, segundo a imprensa colombiana, não tinha problemas aparentes quanto à sexualidade. Ele sempre impunha seu poder de traficante em qualquer situação mais complicada. Nesta temporada, aparentemente, ele vive um romance breve com um boy bem mais novinho.

Pacho era o responsável pela conexão mexicana do cartel e da distribuição internacional da droga. Ele era chamado de “o homem de mil rostos” pela imprensa colombiana. Ele acertou sua rendição em 1996, depois de conseguir escapar da polícia, mas acabou sendo morto em 1998 quando tinha 47 anos e estava em uma prisão de segurança máxima na Colômbia.

O ator escolhido para viver o traficante foi o argentino Alberto Ammann (que na caracterização ficou um pouco prejudicado, mas é um sapão). Antes de Narcos, seu trabalho de maior destaque no cinema foi o papel protagonista no filme espanhol Cela 211 que lhe rendeu o prêmio de melhor ator revelação nos Prêmios Goya de 2009.

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