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Tinta Bruta vence 20° festival do Rio

“Tinta bruta” foi o vencedor do 20º Festival do Rio, a cerimônia foi realizada na ontem (11), no Cine Odeon. Exibido pela primeira vez em Berlim, onde venceu o troféu Teddy, dedicado a obras com temática LGBT, o longa de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon ainda levou para casa o Redentor de melhor ator (Shico Menegat) — dividido com Valmir do Côco, por “Azougue Nazaré” —, ator coadjuvante (Bruno Fernandes) e roteiro.

Dedico esse prêmio à população LGBTQI. Estamos num momento delicado. É fácil a gente perder as esperanças. É muito importante cuidarmos uns dos outros, estarmos lado a lado e firmarmos um compromisso de jamais ficar em silêncio quando a gente testemunhar alguma agressão ou opressão. O fascismo cresce do nosso silêncio. A gente não pode ficar calado, disse o diretor Marcio Reolon, ao subir no palco.

 

Com estreia prevista para 6 de dezembro, “Tinta bruta” gira em torno do adolescente gaúcho Pedro (Menegat), que tenta ganhar dinheiro fazendo danças eróticas na internet. Solitário e sofrendo com as consequências do bullying do qual foi vítima no passado, ele se envolve com o bailarino Leo (Fernandes), que o ajuda a ter uma nova perspectiva sobre a vida. Desde a estreia na mostra alemã, o filme tem ganhado elogios de publicações estrangeiras e mantém, atualmente, uma taxa de aprovação de 100% no Rotten Tomatoes.

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