3.1 // LGBT

Trans crucificada na Parada Gay não consegue indenização

A juíza Letícia Antunes Tavares, da 14ª Vara Cível Central da Capital Paulista, negou pedido de indenização proposto pela modelo transexual Viviany Beleboni contra um senador, que também é pastor evangélico.

A modelo afirmava que, após encenar a crucificação de Jesus na Parada do Orgulho LGBT, teria sofrido ameaças pelas redes sociais.

Já o senador argumentou que não houve declaração de ameaça ou ofensa à Viviany, uma vez que as críticas foram dirigidas aos atos que teriam debochado de símbolos considerados sagrados para o cristianismo, e não à modelo.

Na decisão, a juíza afirmou que a encenação foi amparada pela garantia constitucional da liberdade de expressão e, certamente, a autora atingiu seus objetivos, atraindo a atenção do público para a causa que representa. No entanto, destacou que o exercício consciente do direito de liberdade deve corresponder ao dever em arcar com o ônus e a popularidade (ou impopularidade) da ação.

 

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