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Vacinas pediátricas da hepatite A recomendadas a homossexuais

As vacinas pediátricas da hepatite A já estão a ser recomendadas para adultos pela Direção-Geral da Saúde que tenta, desta forma, gerir a escassez daquele fármaco no controlo do surto que já infetou mais de 160 pessoas.

A nova norma, publicada ontem, tem em consideração “o aumento do número de casos de hepatite A notificados na Europa e em Portugal” e “o contexto da escassez internacional de vacinas”.

Há várias novidades na recomendação enviada a médicos e enfermeiros do sistema de saúde: desde logo, fica assente que não há segundas doses de vacina para ninguém, uma vez que se considera que “uma dose permite a eficácia desejada”.

Em contexto de pré -exposição, são “elegíveis para vacinação homens que praticam sexo anal ou oro -anal com outros homens e que se deslocam ou vivem em locais afetados pelo atual surto”. Estes devem ser vacinados com uma dose única de vacina em formulação pediátrica, refere a DGS, reforçando que mesmo a quem já tem receita médica para vacina de adulto deve ser administrada a dose pediátrica.

Há dias o diretor-geral da Saúde, Francisco George, admitia a administração, em casos excecionais, de doses pediátricas em adultos, mas a escassez de vacinas obrigou a mudar as regras. Como o JN já noticiou, há muito mais doses pediátricas do que de adultos disponíveis.

Em contexto pós-exposição, a DGS recomenda que as pessoas que coabitam ou tiveram contactos sexuais com doentes com hepatite A devem ser vacinadas, com “uma dose única de vacina em formulação adequada à idade”.

Nestes casos, a toma deve acontecer até duas semanas após a última exposição. Se o prazo for ultrapassado, a vacina deixa de estar indicada e o utente deve ficar auto -vigilante relativamente aos sintomas e reforçar as medidas para impedir uma eventual transmissão.

A prevenção da hepatite A faz-se com o reforço da higiene pessoal, familiar e doméstica, com “particular ênfase na lavagem frequente das mãos, região genital e perianal, antes e após a relação sexual”.

No caso dos viajantes para países endémicos para hepatite A, as regras também apertam. Até aqui, a vacinação era recomendada para todos, mas agora só em casos excecionais e com autorização da Direção-Geral da Saúde.

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